Eloá-á-á-á-á…
Eloá, um eco sem fim… Uma impertinência macissa pelo IBOPE… O Brasil inteiro “chora”, num choro mais curioso e tragicista possível. Algo que preencha suas vidas de algum significado, alheio, porém que os faça achar sentido em continuar vivendo. Nada melhor que ter um circo violento 24 horas por dia.
Novamente, precisamos de um símbolo para exorcisar, descarregar nossa raiva e egoísmo num determinado objeto. Fazendo idolatria, julgando, taxando e esquendo. Esquecendo do quê? Da própria vida, oras!
Enquanto jogamos baldes de água gelada em nossas personificações ferventes, esquecemos de raciocinar um pouco. Nossos filhos ainda estão iguais, creio até que os pais estarão agora numa pressão danada sobre suas filhas e filhos com medo de acontecer algo assim à eles. Ensinar por medo NÂO É EDUCAR!
Com toda a certeza, se o rapaz que fez a besteira toda saísse na rua, ele seria linchado brutalmente, iríamos ver pedaços de Lindenberg pela cidade afora… e venderiam fios de cabelo de Eloá, como indulgência de compaixão… não é de se admirar que estamos vendo uma proliferação de filmes de tortura e de violência gratuita, esses do tipo do Jogos Mortais e tal.
Estamos procurando escapes de fúria para despejar nosso estresse diário, a começar pela incapacidade que temos de ter tolerância e paciência com as pessoas. TUdo irrita, tudo enche o saco. Tudo pede pra ser espancado até a morte para me deixar em paz. Guerras de Paz.
A sociedade como um todo já está no limite, uma panela de pressão pronta para estourar. E a mídia, com toda a certeza, é uma das principais chamas dessa fornalha. Ao mesmo tempo a notícia, ao mesmo tempo que o dinheiro ganho, e eles sabem o que dá audiência, por isso, propositalmente eles nos lavam de sangue e cólera diariamente. Anseando por mais um trocado, quando deveriam mesmo era gastar esse tempo nos passando mensagens de paz, soluções para a conduta do humano, reflexões que gerem auto-conhecimento…
Mas não, carnificina e baldes de sangue dá mais dinheiro.
Parabéns, povo. Quanto mais burros, melhor. É assim que a mídia os quer, sonsos e medrosos. Ou violentos e rancorosos (para dar continuidade ao espetáculo).
O Show deve continuar…
O Mundo Muda Com A Gente
Na presente questão, me indago: devemos nos apoiar em profecias e em prognósticos? Serão estes grandes males, àquem da veracidade dos mesmos, mas serão eles desvirtuadores do “agora”?
Me pergunto acerca do presente.
Medir o ato ou permanecer na espera de uma certeza tida por probalidade ou alucinação espiritual, pode ser um perigo imenso. Quando poderíamos nos tornar melhores com o aprendizado no constante momento, não, estamos nós de olhos fixos na possibilidade. Assim, perdemos uma chance única de evoluir.
Talvez devamos desestruturar o medo. A atenção que damos ao “futuro” é nada mais que o medo de vê-lo ou a vontade, a triste e comum, de ter razão. Ego ou o seu oposto. Nesta sociedade atual o que menos temos são certezas, invés de nos determos em uma reflexão e meditação profunda acerca do nós mesmos, nós procuramos nos centrar em hipóteses. Como sempre, esta sociedade quer, no seu íntimo, esquecer que não sabe nada sobre si, não encarar-se. E uma fatia não quer se confessar que não sabe nada de si mesmo, não perder a razão.
Neste ponto todo, depositamos (e isto é um jogo de marketing da maldade de séculos), nossa fé e esperança de resolver os próprios erros, em uma outra professia. Além do ponto catastrófico, que nos fiamos pelo fato de que desejamos destruir nossa “casa”, para reconstruir um novo lar e claro, por intermédio de alguém que nos é maior, um cristo pode ser.
Estamos em contato pleno com um apocalipse, o nosso apocalipse, nossa revelação. Queremos a todo custo ter presságios de que está tudo pra ser destruído, sairmos da máscara e do papel que temos. Num todo coletivo, já temos a consciência de que estamos todos aflitos por esta hora, nos libertarmos das garras disto que não sabemos o que é, este manto de oculto que nos cobre, o medo… Mas quem nos pôs o medo?
Já está dificil de reconhecer o medo, mas ainda temos grandes exemplares. Tal o é o preconceito, preconceito de outra religião, de outra sexualidade, de outro modo de vida, etc. Quando nos vemos tentados ou afrontados com algo desconhecido, podemos conhecer ou repudiar, porém em maioria repudiamos. Repudiamos pois temos medo de perder a razão de ir contra aquele conceito ou repudiamos por temer reconhecer o que está chocando-se conosco. Medo da mudança.
Chega a ser simples isso, estamos a todo momento julgando e nos espiando por estarmos sendo julgados por outros. neste meio-termo, nos esquecemos de nos observar e de observar os outros como se fosse a nós mesmos.
Talvez por isso temos tanto anseio pelo fim. Como se mataforicamente nosso íntimo exigisse o fim de nós mesmos, de um apocalipse que nos renove, de um messias que nos julgue. Vivemos em torno da dependência do caráter, espiando padrões, gestos, modos. Atrofiando assim nosso oculto verdadeiro, que aos poucos pela pressão feita pelo externo que deixamos nos afetar, torna a pressionar contra. Primeira reação é a ansiedade aflita, depois o medo, por fim o reconhecimento ou o atrofiamento do ânimo. Depressão.
Um ato muito barrado pelo medo nos abate tal que ficamos com a alma em espasmo e não podendo mais ir de encontro a nossa revelação, caímos na ilusão de uma mudança coletiva.
Consciente coletivo, já ouvimos isso muitas vezes. Bom, visto que a grande fatia da humanidade esta numa situação temerosa e apreensiva por um acontecimento em suas vidas que os livre deste peso, não é de se espantar que isso nos venha encontrar num futuro próximo.
Então, nossos profetas, digo-lhes, estão corretos, estaremos passando por trasnformações a grande nível, sim. Porém isto é mero reflexo de uma ânsia coletiva de se libertar do que os subjulga.
Todos poderíamos chegar em seu apocalipse diariamente, não atando um nó na garganta quando algo nos é desconhecido.
Uns aprendem pela dor, outros pela consciência. E entramos numa época de dor, na qual fica inviável permitirmos o subjulgo que nós o fazemos uns com os outros. Entramos na reação de uma ação secular, milenar.
Reconhecemos que é mais fácil fazer a própria diferença do que esperar sentados criando novos jogos de guerra e de ganância até a chegada de alguém que não perdeu tempo e vem nos dar de bandeja tudo o que deixamos de encontrar, e que agora necessitamos.
É chegada a hora pessoal, a humanidade vai entrar na maioridade. Está na hora de reconhecer quem é o deus verdadeiro e quem é o que nos pôs todo este temor por éons. Nada mais que “Conhece a ti mesmo”, nada mais…
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