A social anti-ética
Vivemos em uma organização social onde os fins justificam os meios, em uma estrutura familiar em que a educação é baseada no padrão de consumo. Estamos submersos em consumo, lucro e débito. Parcelas, juros, prestações, aluguéis… Educamos o mundo para sabermos agir diante destas situações.
Um breve exemplo da bestial hipocrisia em que estamos nos afogando, para não concretizar o termo, me ocorreu hoje em um treinamento no trabalho. Situação esta que é a seguinte.
A gerente da loja relatando que como somos vendedores, nós fizemos nosso salário, logo, quanto mais vendas fizermos mais “lucro” teremos. Nos contou sobre um ex-funcionário que lhe apareceu feliz por ter comprado uma moto com as economias do ano. Beleza. Encerrou a conversa assim. “Quem de nós não quer uma casa melhor, um carro melhor, uma roupa mais cara, um bem estar maior… é pra isso que estamos aqui no mundo, para sermos felizes e adiquirirmos coisas… só que a gente tem que trabalhar pra isso, essas coisas não caem do céu…”
Ponto.
Ela, a gerente, é pastora de uma dessas infinitas segregações ideológicas do cristianismo, professora de teologia inclusive. Pegando leve na crítica, uma mulher com conhecimento filosófico do cristianismo me fala uma besteira redondademte avessa à sua crença e hábito pseudo-ético, “… é pra isso que estamos aqui, para sermos felizes e adiquirirmos coisas…”. Desde quando “Jesus disse”: “compre uma carruagem nova, compre uma roupa de fino linho e serás feliz… levará consigo tuas riquezas materiais, pois nela habita o reino de ‘deus’”. Hein?
Veja bem, meu bem… sinto lhe informar… o mundo é tosco e ignorante. E é fato.
Qualquer pessoa com um mínimo de dicernimento conseguiria ao menos pasmar diante de um posicionamento desses e lhes retirar o crédito (não monetário, mas também o vale, visto o dízimo), pois esse tipo de absurdo é fruto do condicionamento pelo sistemas de crenças e do sistema social que nos permite justificar o fim pelo meio.
É dito e relembrado que isso é uma condição humana natural. Avareza, ganância, hipocrisia e deslealdade NÃO É da essência humana. Somo ensinados desde moleque a crer que o que vale é o melhor pra si, que o que vale é a vitória, competir que se dane, na trapaça ou na ameaça, o que vale é ganhar. Vivemos corformados com a concorrência integral, com a necessidade de competir para vencer. Para vencer um jogo que no fim das contas, não te levou á nada, talvez à uma tardia consciência que não se viveu, aprendeu, nem amou o que deveria ser amado. Quando se chegar na velhice e perceber que você não passará de um estorvo para seus filhos, pois será gasto e tempo perdidos com uma pessoa que não lhes serve mais. E, querendo ou não, com a piedade mais cínica possível, vai sentir pena e sentir alívio quando poder lucrar em paz.
Tempo é dinheiro. Saúde é dinheiro. Venda sua alma ao banco, penhore sua vida. Sustente alguém que não faz nada mais à você que não lhe cobrar juros e moratórias. Viva anti-eticamente. Seja tolo, seja imbecil, seja ignorante, cego e manipulável. Parabéns, vocês estão conseguindo destruir o que nos sobra de vida.
Ração nossa de cada dia…
A grande sacada de todos os tempos, tendo partida da era cristã-romana, foi a proibição do sexo como forma de controle dos plebeus. Criaram enormes fantasmas e figuras demoníacas, desvirginaram a relação sexual pondo pecado onde há somente amor. Tal anseio criado na plebe, que originou-se a tentação, pois proibido era algo tão natural que o corpo pedia. Além de o tipo de conduta religiosa, adotada até hoje, ser completamente contrária a idéia de Cristo por assim dizer. Posso afirmar que de tudo o que girava nas torres eclesiásticas na idade média era tudo, menos a filosofia cristã.
Tão medíocres eram que se ocupavam, em nome de uma boa linha de pensamento, para condicionar a civilização européia à um terrorismo psicológico integral, denso e pesado demais para se confortar.
Todavia, pois, as correntes de costumes sempre se adaptam, assim como as ditaduras enfraquecem com o tempo, foram perdendo seus fiés, derivando-se protestantes e aí por diante. Mas o ponto é o seguinte, os tabús começavam a serem quebrados, a igreja cristã-judaica perdera seu poderia sobre o povo. E chega a grande personificação ecumênica da economia católica, o capitalismo. Voraz sistema que tem em vista o lucro sob todo o custo. Para isso, precisavam de agilidade, sistematização da produção, valores agregados no produto. Precisavam de serviço rápido, metas e pressão cosntante sobre o proletariado.
Cria-se linhas de produção, jornada de trabalho, zonas ricas e pobres. Pessoas que não prestavam o serviço da forma desejada, simplesmente eram jogadas fora, descartadas impiedosamente.
E, claro, o peso disso precisava de uma válvula de escape, o sexo, aí está o redentor. Para aliviar a tensão da jornada de trabalho, dos erros cometidos no trabalho, do asco para com o patrão. Nada melhor que sexo, o velho e proibido sexo, feito pecaminoso, protocolado e regrado à algumas carícias e o gozo.
Ainda seria isso um investimento familiar, mais um filho, mais uma renda. Despesa por certo tempo, porém mais um braço pra ajudar nas tarefas e depois para a linha de produção também. E de que forma o estado capital ganharia com isso. Óbvio, mais impostos, trabalhadores, mais lucro, mais grana. E eles ficaram felizes, pois cairam nessa facilmente .
A ração diária da prole tinha de ser bem controlada, balanceada e sabotada. Alguém já suspeitou dos porques dos frangos e gados crescerem monstruosamente rápido? Hormônios, somente hormônios. O que os saradões tomam para crescer e ficar fortinhos, o que os homossexuais tomam para ficarem femininos ou masculinos. Para mudar o corpo, crescer de forma vertiginosa.
Alteraram nosso metabolismo. Somos agora pequenos mutantes da era industrial. Verifica-se um grande aumento demografico no planeta, o sexo foi banalizado, quase uma moeda de troca, um fator de vantagem entre desmiolados.
O plano brilhante está em sucesso pleno, de toda a forma nos desviam das devidas atenções. Hoje é hediondo pensar, ter opinião diferente dos outros telespectadores. Vê-se crescer desde a década de 50 um fenomeno de massa, a mídia, calibrando nossas vidas à desestrutura completa, moral e intelecualmente.
Primeiro nos fazem copular freneticamente, depois nos dilaceram o cotidiano com uma caixa de luzes, destroem famílias, desvirtuam amizades. Problema é, a família é que o faz. Tal sistema esse nos faz querer o mal apresentado sem suspeitarmos dos seus efeitos. Nos induziram à pecaminosa arte de seguir e imitar.
Sim, conseguiram, somos em maioria marionetes, escravos do acervo de fatores condicionantes de uma sociedade capitalista que deseja a qualquer preço sustentar seu lucro e seu poder. Sem possibilitar a nós chance de fuga, fora o primitivismo anárquico, que é um ideal possível se bem articulado pela grandessissima maioria do planeta. Somos muitos vigiados e controlado por poucos, porém seus exércitos são de homens como nós, do povo, que morreram por eles ou para que eles se satisfaçam em sua frieza e arrogância.
Sem mais por hora. Perguntas?