Deus Puro
A dualidade é presente no universo em todos os seus aspectos quânticos, filosóficos, dinâmicos, etc. Tudo é fundamentado na existência do dual.
Dentre os mais simples exemplos, o bem e o mal se sobressaem por dar voz à todas as outras dualidades.
A Luz e a Treva, Deus e Lúcifer. Oriundos e interdependentes entre si. Assim como Eva veio de Adão, segundo a mitologia cristã, Lúcifer veio de Deus e deve, espero, pois desconheço, ser explicada n’algum livro sagrado cristão que esclareça o surgimento do oposto do Bem/Deus/Luz.
No que diz respeito às oposições entre as personificações máximas das forças ocultas, posso crer que esta dualidade, assim como todas as outras, têm o mesmo príncipio, e não oposto. “Complementar” seria um adjetivo ainda frágil para descrever porque do equilibrio que é sustentado pela igualdade das forças.
Dentro das minhas crenças, tenho como conclusão, mas não certeza, que o “mal” abriga o princípio do Deus puro, sem a dualidade necessária para o desenvolvimento do universo, da vida e da consciência.
Se acaso a dualidade é necessária para a estabilidade da própria criação, ela não pode ter um lado plenamente mau, a menos que o “mau” desejasse sucumbir ou o “bem” o desejasse. Dentro deste lado mau da força deve existir um princípio, que chamei de Deus puro, mas poderia ter chamado de Vontade ou Providência ou Destino, que é o que move, o que faz mover, o que caminha, não o passo ou direção ou o caminhante.
O caminhante eu poderia atribuir o papel de detentor do ato e o passo daria-o o papel da intensidade do caminhar, ponderando entre potência e velocidade/obstinação ao que a direção lhe encaminha ou o delega fazer dentro da dualidade pelo equilibrio.
Deus puro estaria contido dentro das dualidades sendo o princípio que anima as forças para que o próprio todo subsista, sendo ele bom ou simplesmente existencial, sem lado, posição ou direção. Simplesmente, uno.
