Vértebra Social

Ração nossa de cada dia…

Publicado em Vértebra por Vagner Heleno em 17/Abril/2009

 

A grande sacada de todos os tempos, tendo partida da era cristã-romana, foi a proibição do sexo como forma de controle dos plebeus. Criaram enormes fantasmas e figuras demoníacas, desvirginaram a relação sexual pondo pecado onde há somente amor. Tal anseio criado na plebe, que originou-se a tentação, pois proibido era algo tão natural que o corpo pedia. Além de o tipo de conduta religiosa, adotada até hoje, ser completamente contrária a idéia de Cristo por assim dizer. Posso afirmar que de tudo o que girava nas torres eclesiásticas na idade média era tudo, menos a filosofia cristã.

Tão medíocres eram que se ocupavam, em nome de uma boa linha de pensamento, para condicionar a civilização européia à um terrorismo psicológico integral, denso e pesado demais para se confortar.

Todavia, pois, as correntes de costumes sempre se adaptam, assim como as ditaduras enfraquecem com o tempo, foram perdendo seus fiés, derivando-se protestantes e aí por diante. Mas o ponto é o seguinte, os tabús começavam a serem quebrados, a igreja cristã-judaica perdera seu poderia sobre o povo. E chega a grande personificação ecumênica da economia católica, o capitalismo. Voraz sistema que tem em vista o lucro sob todo o custo. Para isso, precisavam de agilidade, sistematização da produção, valores agregados no produto. Precisavam de serviço rápido, metas e pressão cosntante sobre o proletariado.

Cria-se linhas de produção, jornada de trabalho, zonas ricas e pobres. Pessoas que não prestavam o serviço da forma desejada, simplesmente eram jogadas fora, descartadas impiedosamente.

E, claro, o peso disso precisava de uma válvula de escape, o sexo, aí está o redentor. Para aliviar a tensão da jornada de trabalho, dos erros cometidos no trabalho, do asco para com o patrão. Nada melhor que sexo, o velho e proibido sexo, feito pecaminoso, protocolado e regrado à algumas carícias e o gozo.

Ainda seria isso um investimento familiar, mais um filho, mais uma renda. Despesa por certo tempo, porém mais um braço pra ajudar nas tarefas e depois para a linha de produção também. E de que forma o estado capital ganharia com isso. Óbvio, mais impostos, trabalhadores, mais lucro, mais grana. E eles ficaram felizes, pois cairam nessa facilmente .

A ração diária da prole tinha de ser bem controlada, balanceada e sabotada. Alguém já suspeitou dos porques dos frangos e gados crescerem monstruosamente rápido? Hormônios, somente hormônios. O que os saradões tomam para crescer e ficar fortinhos, o que os homossexuais tomam para ficarem femininos ou masculinos. Para mudar o corpo, crescer de forma vertiginosa.

Alteraram nosso metabolismo. Somos agora pequenos mutantes da era industrial. Verifica-se um grande aumento demografico no planeta, o sexo foi banalizado, quase uma moeda de troca, um fator de vantagem entre desmiolados.

O plano brilhante está em sucesso pleno, de toda a forma nos desviam das devidas atenções. Hoje é hediondo pensar, ter opinião diferente dos outros telespectadores. Vê-se crescer desde a década de 50 um fenomeno de massa, a mídia, calibrando nossas vidas à desestrutura completa, moral e intelecualmente.

Primeiro nos fazem copular freneticamente, depois nos dilaceram o cotidiano com uma caixa de luzes, destroem famílias, desvirtuam amizades. Problema é, a família é que o faz. Tal sistema esse nos faz querer o mal apresentado sem suspeitarmos dos seus efeitos. Nos induziram à pecaminosa arte de seguir e imitar.

Sim, conseguiram, somos em maioria marionetes, escravos do acervo de fatores condicionantes de uma sociedade capitalista que deseja a qualquer preço sustentar seu lucro e seu poder. Sem possibilitar a nós chance de fuga, fora o primitivismo anárquico, que é um ideal possível se bem articulado pela grandessissima maioria do planeta. Somos muitos vigiados e controlado por poucos, porém seus exércitos são de homens como nós, do povo, que morreram por eles ou para que eles se satisfaçam em sua frieza e arrogância.

Sem mais por hora. Perguntas?